12:45, Isa não agüentava mais ouvir o professor Ricardo falando em cromossomos. Insistia em fazer cursinho, mesmo já sabendo a matéria toda, podia dar aula no lugar dele se quisesse, mas não queria, então ficava ali, sentada, esperando os últimos 15 minutos passarem.
Sente o celular vibrando, mensagem de Zara, o que será que a louca sentimental frustrada quer essa hora, pensa consigo mesma, já sorrindo. Um almoço com amigas. Fazia tempo que Isa não saia com as meninas, antes saiam juntas toda quarta, mas as aulas de inglês acabaram ocupando esse tempo. Ficou feliz porque as amigas sempre a faziam dar umas boas risadas, assim esqueceria o episódio do “quase-acidente” e das 6 aulas que desta manhã.
Se encontraram no mesmo restaurante de sempre. Já estavam todas lá esperando sorridentes e aparentemente famintas.
- Até que enfim, sua nerd! Depois de 10 anos de cursinho ainda tem que assistir todas as aulas? – disse Zara abraçando a amiga.
- Claro, Za! Espero que esse ano seja o último!! – respondeu Isa, abraçando a outra amiga, Gisele.
- Se continuasse na matemática já estaria se formando! – soltou Zara, sem pensar.
Isa ficou sem jeito e Zara percebeu, se lembrando de que ela desistira de matemática após a morte da mãe. Tentando mudar de assunto rapidamente, sugeriu que fizessem o pedido, acenando para o garçom. Ao se virar para ele, Zara avistou no canto uma velha colega, que havia feito cursinho com as três um ano após terminarem o colegial.
- Luuuu!!!
A garota se levantou e veio depressa sentar com as amigas.
- Nossa, vocês por aqui! Não perderam o costume? – respondeu Lu, abraçando todas.
- E ai, o que anda fazendo? – perguntou Zara.
- Ah... to fazendo música, em todos os sentidos! Faculdade e continuo com a banda.
- Toca guitarra, né? – perguntou pela primeira vez, Gisele.
- Nem, toco baixo. E vocês, o que tão aprontando? Não me digam que ainda tão no cursinho? A gente sempre vinha aqui depois da aula...
- Só a Isa, essa nerd. – respondeu Zara, a mais falante das quatro.
- Eita! Agüentando a Leonor ainda?
- Nossa, nem me fala... acreditam que quase atropelei a filha dela hoje? Gente, a menina é uma maluca, entrou na frente do carro de skate quando eu tava entrando no estacionamento! Mas eu nem sabia que era filha dela, só soube depois quando vi as duas conversando, devia ter atropelado mesmo! Hahaha
- A Petry??? – perguntou Lu.
- Não sei o nome dela.
- Uma doidinha de cabelo curto? Ah, se tava com um skate é ela mesma.
- É, acho que sim!
- Nossa, que mundo pequeno! Ela faz faculdade comigo!!! Na mesma sala.
- Sério???
- Sim. Mas não sou muito chegada, se é que vocês me entendem! Hahaha
- Como assim?
- Não lembra dos boatos, Isa? Sobre a filha da Leonor? Ela é sapatão! Hahaha
Todas riram.
- Nossa, nem lembrava – respondeu Isa.
- Eu lembro, já ouvi umas histórias cabulosas sobre ela, dizem que é mais macho que o pai! Hahahaha
E riram novamente de mais uma piada de Zara.
Isadora pediu licença e foi até o banheiro. Séria, lavou o rosto e ficou alguns minutos olhando o espelho, sem entender porque a situação deveria ser engraçada.Ficou pensando em Petry e tentando justificar aquele jeito grosseiro com que ela agiu, por causa desses boatos.
Voltou pra mesa e ao lado, sentaram alguns garotos que estavam conversando alto, quase gritando.
- Nossa, que molecada barulhenta!
- Poxa, Isa. A gente tava aqui paquerando e você chega reclamando deles? Hahaha. Foi só conhecer a tal da Petry e volta reclamando de meninos? Olha lá hein. – brincou, Zara.
Isadora perdeu a fome. Pediu um suco de laranja e ficou o resto do almoço pensativa, entre sorrisos forçados.
As meninas tinham coisas a fazer e resolveram ir embora, menos Isa que optou em ficar mais um tempo ali.
Já sozinha na mesa, ficou pensando em como Petry reagia as coisas que falavam sobre ela, criou uma certa imagem de uma pessoa amargurada, assim como a mãe, acabou se questionando se essa homossexualidade era verdadeira e se isso influênciava tanto na vida de uma familia.
Percebeu que a menina era um pouco 'masculinizada', mas isso não justificava nada. Poderia ser assim por andar de skate e isso não é regra para opção sexual, lembrou-se até que na infância quis fazer judô, que também não era um esporte muito feminino na época.
Pensou muito sobre a menina até que se deparou com a hora, 4:27 da tarde, tinha que voltar pra casa, arrumou as coisas que estavam na mesa, pois havia feito umas anotações depois do almoço, pegou a mochila e foi embora.
quando estava quase se aproximando de sua casa, percebeu que ainda estava pensando em Petry e se sentiu estranha. Achou melhor chegar e estudar, pra ocupar a cabeça um pouco.
Sente o celular vibrando, mensagem de Zara, o que será que a louca sentimental frustrada quer essa hora, pensa consigo mesma, já sorrindo. Um almoço com amigas. Fazia tempo que Isa não saia com as meninas, antes saiam juntas toda quarta, mas as aulas de inglês acabaram ocupando esse tempo. Ficou feliz porque as amigas sempre a faziam dar umas boas risadas, assim esqueceria o episódio do “quase-acidente” e das 6 aulas que desta manhã.
Se encontraram no mesmo restaurante de sempre. Já estavam todas lá esperando sorridentes e aparentemente famintas.
- Até que enfim, sua nerd! Depois de 10 anos de cursinho ainda tem que assistir todas as aulas? – disse Zara abraçando a amiga.
- Claro, Za! Espero que esse ano seja o último!! – respondeu Isa, abraçando a outra amiga, Gisele.
- Se continuasse na matemática já estaria se formando! – soltou Zara, sem pensar.
Isa ficou sem jeito e Zara percebeu, se lembrando de que ela desistira de matemática após a morte da mãe. Tentando mudar de assunto rapidamente, sugeriu que fizessem o pedido, acenando para o garçom. Ao se virar para ele, Zara avistou no canto uma velha colega, que havia feito cursinho com as três um ano após terminarem o colegial.
- Luuuu!!!
A garota se levantou e veio depressa sentar com as amigas.
- Nossa, vocês por aqui! Não perderam o costume? – respondeu Lu, abraçando todas.
- E ai, o que anda fazendo? – perguntou Zara.
- Ah... to fazendo música, em todos os sentidos! Faculdade e continuo com a banda.
- Toca guitarra, né? – perguntou pela primeira vez, Gisele.
- Nem, toco baixo. E vocês, o que tão aprontando? Não me digam que ainda tão no cursinho? A gente sempre vinha aqui depois da aula...
- Só a Isa, essa nerd. – respondeu Zara, a mais falante das quatro.
- Eita! Agüentando a Leonor ainda?
- Nossa, nem me fala... acreditam que quase atropelei a filha dela hoje? Gente, a menina é uma maluca, entrou na frente do carro de skate quando eu tava entrando no estacionamento! Mas eu nem sabia que era filha dela, só soube depois quando vi as duas conversando, devia ter atropelado mesmo! Hahaha
- A Petry??? – perguntou Lu.
- Não sei o nome dela.
- Uma doidinha de cabelo curto? Ah, se tava com um skate é ela mesma.
- É, acho que sim!
- Nossa, que mundo pequeno! Ela faz faculdade comigo!!! Na mesma sala.
- Sério???
- Sim. Mas não sou muito chegada, se é que vocês me entendem! Hahaha
- Como assim?
- Não lembra dos boatos, Isa? Sobre a filha da Leonor? Ela é sapatão! Hahaha
Todas riram.
- Nossa, nem lembrava – respondeu Isa.
- Eu lembro, já ouvi umas histórias cabulosas sobre ela, dizem que é mais macho que o pai! Hahahaha
E riram novamente de mais uma piada de Zara.
Isadora pediu licença e foi até o banheiro. Séria, lavou o rosto e ficou alguns minutos olhando o espelho, sem entender porque a situação deveria ser engraçada.Ficou pensando em Petry e tentando justificar aquele jeito grosseiro com que ela agiu, por causa desses boatos.
Voltou pra mesa e ao lado, sentaram alguns garotos que estavam conversando alto, quase gritando.
- Nossa, que molecada barulhenta!
- Poxa, Isa. A gente tava aqui paquerando e você chega reclamando deles? Hahaha. Foi só conhecer a tal da Petry e volta reclamando de meninos? Olha lá hein. – brincou, Zara.
Isadora perdeu a fome. Pediu um suco de laranja e ficou o resto do almoço pensativa, entre sorrisos forçados.
As meninas tinham coisas a fazer e resolveram ir embora, menos Isa que optou em ficar mais um tempo ali.
Já sozinha na mesa, ficou pensando em como Petry reagia as coisas que falavam sobre ela, criou uma certa imagem de uma pessoa amargurada, assim como a mãe, acabou se questionando se essa homossexualidade era verdadeira e se isso influênciava tanto na vida de uma familia.
Percebeu que a menina era um pouco 'masculinizada', mas isso não justificava nada. Poderia ser assim por andar de skate e isso não é regra para opção sexual, lembrou-se até que na infância quis fazer judô, que também não era um esporte muito feminino na época.
Pensou muito sobre a menina até que se deparou com a hora, 4:27 da tarde, tinha que voltar pra casa, arrumou as coisas que estavam na mesa, pois havia feito umas anotações depois do almoço, pegou a mochila e foi embora.
quando estava quase se aproximando de sua casa, percebeu que ainda estava pensando em Petry e se sentiu estranha. Achou melhor chegar e estudar, pra ocupar a cabeça um pouco.

2 comentários:
hoje foi foda.
mas valeu.
o/
hoje você que me enganou com um comentário hahaha
e eu vou te enganar com esse, rs
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